Plano de Marketing do Pantanal é apresentado em audiência pública pela Pires e Associados

Plano de Marketing do Pantanal é apresentado em audiência pública pela Pires e Associados

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Apesar de o Pantanal ser um dos lugares mais ricos em biodiversidade no mundo, ainda é pouco explorado no sentido de promoção e divulgação para o turismo.

Com consultoria da Pires e Associados, o governo do Mato Grosso está desenvolvendo o Plano de Marketing do Pantanal para mudar esta situação. No dia 30 de junho, foi realizada audiência pública em Cuiabá para apresentação e discussão dos dados apurados em pesquisa realizada pela Pires, vencedora da licitação para construção do plano, com metas projetadas para se efetivarem até 2023.

Com recursos federais do Ministério do Turismo, o estudo foi elaborado com diversas fontes, dentre elas, a pesquisa ‘in loco’ no Pantanal, bem como, entrevistas com empresários, trade turístico, agências e operadores nacionais e internacionais, contabilizando quase 400 pessoas no total.

Foto: Onofre Pimenta (CCBY)Durante a audiência pública, a diretora da Pires e Associados, Jeanine Pires apresentou alguns apontamentos sugeridos como metas para serem desenvolvidas até 2023 dentro do Plano de Marketing do Pantanal de Mato Grosso: estruturar e qualificar os atrativos culturais como produtos turísticos de forma a agregá-los à oferta local; aumentar a cota de mercado de turistas brasileiros de natureza do Pantanal mato-grossense; aumentar a cota de visitantes estrangeiros ao turismo de pesca; reduzir a sazonalidade do Polo pela ampliação da temporada turística e a diversificação dos usos para os equipamentos turísticos (como os barco-hotéis, por exemplo); implantar um sistema de indicadores quantitativos e qualitativos, com dados sobre demanda, produtos e serviços do destino que possibilitem; criação de uma imagem de que o Pantanal de Mato Grosso é uma das áreas mais relevantes do Pantanal, agregando o fato de tratar-se da terceira maior reserva da biosfera do mundo; trabalhar o aumento da receita do turismo no Polo Pantanal, melhorando a rentabilidade e a geração de empregos na região; ampliar e diversificar a presença da oferta turística do Pantanal mato-grossense nos mercados geográficos.

Segundo Jeanine, para alcançar tais metas, além de fortalecer o que a secretaria já faz e as suas parcerias, a metodologia pensada para ser desenvolvida precisa ter inovação. “Hoje se fala muito em marketing digital, a nossa proposta para o Pantanal é trabalhar com o marketing 4.0 que é uma combinação do marketing off-line com o online, mesclando as tradicionais maneiras de fazer publicidade complementando com outras como marketing virtual, redes sociais, e outros”, esclareceu.

A marca Pantanal Mato Grosso

Para a consultora da Pires, o desafio é trabalhar a marca ‘Pantanal Mato Grosso’, diferenciá-lo, pois, o bioma em si já é forte, o que precisa ser disseminado é a região dele dentro do Estado. “A percepção geral que temos é de que quando se fala em Pantanal todos logo pensam naquele ambiente exuberante, cheio de beleza de fauna e flora. Porém, quando a pergunta é o que se tem para fazer no Pantanal mato-grossense por exemplo, ninguém sabe dizer. É nesse ponto que queremos tocar, construir uma imagem/identidade do nosso pedaço do Pantanal com todos os seus atrativos formatados para termos condições de competir com outros destinos com características similares”, observou Jeanine.

Foto: dany13 (CCBY)Conforme uma das consultoras responsáveis pela pesquisa, Anete Ferreira, o fato de o Pantanal não ser apontado pelos viajantes quando perguntados sobre qual o destino mais conhecido de ecoturismo no Brasil se deve a pouca oferta de informações disponíveis, seja na internet ou até em campanhas de rádio, TV e publicitárias. “Entrevistamos muita gente e percebemos a dificuldade no acesso às informações gerais sobre como chegar, onde ficar, custos, rotas aéreas, opções de passeios… O Pantanal de Mato Grosso não possui site, não tem redes sociais, poucos dados para assegurar que um turista opte pelo destino, e assim, vamos ficando para trás”, ponderou.

Entre as recomendações sugeridas pela consultoria para aumentar as chances de comercialização de pacotes é a melhoria na infraestrutura turística local, o oferecimento de qualificação profissional do destino aos operadores (nacionais e internacionais), a divulgação mais ampla e a produção e distribuição de materiais de apoio técnico e promocional em feiras, eventos, consulados, companhias aéreas, aeroportos, restaurantes, bares e etc.

O adjunto de Turismo da Sedec, Jaime Okamura, reforçou a importância da iniciativa de começar a construir esse planejamento com apoio técnico e colaboração da sociedade. “Este é o início de um sonho que começa a se transformar. Nós que acreditamos que o turismo é um dos segmentos mais importantes para o desenvolvimento e geração de emprego e renda, defendemos a ampla discussão para chegarmos aos objetivos de forma equilibrada. Esta audiência é um passo a mais nessa caminhada que sabemos que será longa e exigirá dedicação”, avaliou.

Hoje, em toda a região do Pantanal mato-grossense existem 140 empreendimentos, o gasto médio de um turista é de R$ 3.500, não ficam menos do que quatro dias, foram avaliados 63 atrativos, sendo 30% destes já formatados como produtos turísticos, com isso, o aproveitamento da região em termos de atrativos é de apenas 31%.

Fonte: Cenário MT, 05/06/2018




Artigo publicado em:
06/06/2018
Categorias:
Turismo
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